I’m done with the game

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Em 2010 eu terminei um namoro demais de cinco anos. Sem arrependimentos, não conseguiria – nem consigo ainda – lidar com todos os compromissos que um relacionamento sério exigia. Desde então, passei a ser jogadora. E a amar o jogo.

O flerte, a conversa, a conquista, o sexo, era tudo excitante e maravilhoso. Sempre tem contrapontos, como o carinha que não entendeu o conceito, o stalker, as decepções sexuais. Mas tudo valia a pena. Era como se tocasse Poison Ivy na minha cabeça por dois anos sem parar.

E como qualquer música que toca sem parar, o jogo ficou chato. Você sabe como a conversinha meia boca vai terminar, como agir com os diferentes tipos de homem, o que vestir. Até que se torna uma coisa tão mecânica que para de ser legal. Não tem mais jogo de verdade, é no máximo um conjunto de ações de The Sims que você sabe como vai acabar.

Tanto que o mais perto de novidade para mim é antecipar o que a pessoa vai falar, só pra vê-lo ficar sem resposta. É o mesmo protocolo, e quando um ponto sai da estatística, tudo fica estranho. É que esse não era o que eu buscava.

Esclarecendo: sexo é a coisa mais maravilhosa do mundo. Por isso, tem que ser feito com vontade de verdade, com alguém capaz de te fazer pirar só por estar contigo. O tesão bobo de momento já não encanta mais. É a conversa do cigarrinho começar para eu pensar “ok, só me deixa em casa”.

Só quero achar o ponto de equilíbrio entre A e B, ou só ficar quietinha quando “estão me olhando dançar e eu sou muito sexy”. Acho que isso eu já sei.

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