O pior dia de todos – parte 1

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Recado ao leitor: Não venha com “nem foi um dia tão ruim”.

Eu acordei como sempre acordo: atrasada. Existem duas formas de se acordar: as 6:30 da manhã, com tempo para fazer tudo como deve ser feito, mas na verdade só levantar às 7, ou as 7, atrasada, sem enrolar. Eu prefiro mais meia hora de sono tranqüilo e comer correndo.

Quando eu cheguei na cozinha da minha casa, notei que não tinha nem pão, nem torrada, nem bolacha água e sal, nada que eu pudesse colocar o queijo artesanal no meio, na minha casa. Saí com fome pra comer do lado do trabalho. Como eu já acordei atrasada, cheguei atrasada no emprego. Lá eu tento, pela milésima vez, instalar alguma coisa que leia arquivos .mdb na merda do linux.

Linux, sistema operacional que, apesar de ser chamado de comunista, não foi feito para ser usado por proletários. E não, não é falta de vontade de aprender de quem ficou a vida toda lidando com Windows, é clicar para instalar um pacote e nada acontecer. Ler milhões de tutorias na internet e nenhum ensinar como descarrega o arquivo quando algum erro misterioso aconteceu.

Ok, quando eu finalmente eu e a outra menina que trabalha comigo saímos pra almoçar, e eu sugeri um buffet barato, mas sem muitas opções de carne, a gente estava feliz, porque todos sabem como é bom sobrar dinheiro de vale refeição. A comida tava fria, o kibe tava azedo, a mesa bambeava e um cara com a mão tatuada olhava pra gente com cara de raiva. E, convenhamos, uma das últimas pessoas que eu quero arranjar encrenca é um cara com a mão tatuada. Depois dele, só não me meto com o travesti do Profissão Repórter, um careca com suástica no braço e com o cara que cortou o braço do outro em Japira.

Depois de tratar com pessoas rudes no telefone (ajudem os trainees, os deixem ir às empresas), fui pedir para meu chefe para sair mais cedo, para ir para a aula de yoga, coisa que ninguém precisava mais do que eu, e o vejo saindo. Nisso já era quase a hora do ônibus passar. Como ele não deu Ok em algumas planilhas minhas, eu não tinha o que fazer no trabalho, a não ser tentar ligar para o eletricista, que eu contatei as 10 da manhã e ainda não tinha dado notícias.

Achou o dia ruim? Espera, que isso é só metade do pior dia de todos.

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