Neurose, Psicose e Perversão

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Encontraram-se no mesmo bar de sempre Neurose, Psicose e Perversão. Neurose tinha certeza que sua maquiagem já estava saindo, então começou a passar lápis no olho e a tirar, com medo de ficar borrado. Psicose não poderia admitir aquilo e deu um grito, jurando que viu uma barata no chão. Perversão procurava pelos prováveis alvos da noite, quando ele chega. Ele, que as três queriam.

Neurose começa a arrumar o cabelo, Perversão se levanta e caminha até ele com um sorriso no canto do rosto, quando Psicose nota o que está acontecendo e chama o garçom para uma conversa discreta. Perversão fala de tudo que queria fazer naquela noite, Neurose tinha certeza que ele não foi falar com ela porque ela estava gorda e o garçom vai até os dois para informar que o carro dele não estava lá.

Ele pede para Perversão esperar, que aproveita essa saída para conversar com um cara que estava sentado no bar, Neurose corre até ele, preocupada com o que podia ser se ele saísse dali, quando Psicose pega a mão dele e diz que vai fazer o possível para ajudar com o carro dele. Neurose vai para o banheiro verificar a roupa e a maquiagem, Perversão passa o seu número para o carinha, e Psicose bravamente encontra o carro do tão amado.

“Não vai me retribuir pelo achado?”, disse psicose. Neurose, já na terceira Ice, diz que sabe que o carro não foi roubado, que era um plano de Psicose. Perversão chega, olhando a tensão entre as duas, e fica imaginando como seria interessante se elas começassem a se pegar. Psicose, para manter a sua história e tirar Neurose do caminho, argumentou que com aquele cabelo e aqueles sapatos, ela só poderia estar junto dos prováveis ladrões.

Perversão sugere para o amado resolver isso com todos num motel. Ele se irrita e diz que ela era incapaz de entender a gravidade da situação. Perversão desiste e vai para a mesa de uns três gatinhos. Neurose fica indignada com os comentários de Psicose, disse que estava falando a verdade e que, apesar do cabelo e dos sapatos não serem os que ela queria, ela não tinha nada a ver com um roubo que não aconteceu. Neurose falou aquilo esperando que ele dissesse que ela estava perfeita, mas nada. Neurose apenas disse que os dois se mereciam e foi para casa.

No caminho para a casa de Psicose, enquanto ela comentava como ele foi heróico naquela noite e que ela sempre soube que ele o amava, ele disse que não era assim. Psicose disse que já não havia porque ele esconder seus sentimentos, que os dois sempre souberam que eram almas-gêmeas. Ele disse que ela foi muito legal, mas que ela era apenas uma amiga. Depois de uma longa discussão, Psicose terminou o caminho para casa sozinha.

Às 4 da manhã, Neurose fazia uma hidratação no cabelo, Perversão fumava um cigarro pós-transa e Psicose notou que o que fez não tinha sentido. Neurose encontrou um cara que sempre dizia que a achava linda, Psicose, um terapeuta e Perversão, uma religião. Ainda se encontravam no mesmo bar, e como não? Mesmo um babaca pode te mostrar que a sua vida não caminha no rumo certo. E o cara? Ah, foda-se o cara.

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2 Respostas to “Neurose, Psicose e Perversão”

  1. Wellington Scapulare Says:

    Gostei muito como escreve. Leia minhas coisas se interessar! Vou ler mais você. abraços. E sim, um ótimo texto, nossa evolução intelectual, cultural, espiritual e aprendizagem humana infelizmente está marcada para passar por muita gente idiota. tudo de bom. bjs

  2. Raul Says:

    muito bom, esta de parabéns, gostei da escrita. Freud deve ter sorrido

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